segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O grito que sai para dentro

Escrevo sem nunca ter lido,
Fotografo sem nunca ter visto,
Vivo sem nunca antes ter vivido!

Deixo-me embalar pela brisa que chega com o renovar de cada estação, vivo ao sabor do vento, ao som da chuva nas vozes intimidantes da multidão.
Deambulo pela cidade deserta na esperança de um foque de luz, algo que me leve a ser, pensar, fazer e agir!
Algo por que espero há anos!
Talvez seja antagónico pensar que se pode viver ao sabor do vento quando se espera por algo enquanto se vê a vida passar. Mas talvez tudo seja uma ilusão, algo perdido e esquecido entre escombros de uma floresta ardida.
Nada mais faço que pensar. Pensar em ti, em mim, e em nós, no hoje que amanhã será ontem, na vida, que ainda hoje é só minha!
Talvez não devesse perder o meu tempo para aqui a salpicar um resto de papel com palavras sem sentido.
Já não quero mudar o pensamento de ninguém, nem tão pouco mudar gerações, já bastou, cansei!
Já nada importa na guerra quando de um lado está o herói e do outro todos os opositores e os que o apunhalaram pelas costas. Já não importa, já não sou nada, apenas me resumo a uma folha de papel e tinta!
É agora que fico aqui à espera que uma voz se levante e, continue firme nesta luta que hoje deixei. Já perdi muito ao despedir-me do comum e correr rumo à minoria. Foram tempos em que pensava poder mudar o mundo com um gesto ou até uma simples mente, mas essas já são de ferro e impenetráveis, foram tempos, em que marcar a diferença era a ordem do dia, agora já não. Voltei ao comum! Derrotado, como um soldado fugido da guerra!


3 comentários:

Anónimo disse...

Adoro. está simplesmente lindo :) muitos parabéns! continua com este teu género de escrita, fácil acesso e muitissimo descritivo. ao lermos o que escreves conseguimos facilmente perceber o que queres transmitir e acompanhar o teu raciocinio criando imagens no nosso pensamento. está de facto muito bom. mais uma vez parabéns!
Orlando Martins

Anónimo disse...

Pelas ruas, pela praia, pelos corredores da escola ou simplesmente no cimo de uma montanha sente-se melancolia, numa solidão acompanhada, numa luta interna e encontro com cristo. P
Por vezes não temos de mudar o outro apenas aceitar quem amamos e apreciar a diferença.

Jú Margarida disse...

adoro, sigo ;)