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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Memórias

Hoje sento-me na cadeira para te escrever. Tudo está diferente, já nada respira como dantes. Os sentimentos explodem a cada virar da esquina, o sorriso esboça e a lágrima cai.
O coração de um jovem adolescente que parte à descoberta, compara-se a uma montanha russa. Nunca esta no mesmo sítio, não pertence a um só lugar. Tão depressa está no seu ponto mais alto de felicidade como bate bem no fundo.
Sem ti aqui o tempo não passa, o meu corpo não se sente e nada parece estar certo. Nada faz sentido...
Tudo o que passámos foi único, inesquecível e nada o apagará. Agora restam as recordações, que me deixam neste estado de nostalgia e saudade. Um turbilhão de sentimentos invade-me, e apenas os meus olhos se manifestam, deixando molhado o meu rosto.
Relembrar momentos passados é bom, tê-los vivido contigo foi ainda melhor, mas só agora percebo toda a nossa força, união e cumplicidade, éramos como um só! Não existia mais nada quando o teu olhar cruzava o meu ou mesmo quando as palavras eram substituídas por afetos e emoções.
Ai vida! Porque é que não é tudo tão mais fácil e mais justo, mais autêntico e menos complexo, porquê?
Perguntas que, com a aprendizagem de vida irei ter as respostas. Não desespero por elas, apenas vivo na esperança e na expectativa de as obter, e é isso que me motiva dia após dia, o conhecimento, as vivências, o Mundo...


sábado, 6 de novembro de 2010

Ao que parece, ele não se esquece...


Pisei a areia! Esta modelou-se aos meus pés, as ondas do mar embatiam nas minhas pernas enquanto tal vento norte me passava na face.
Continuei a vaguear e a comparar a inconstância das ondas com os sentimentos que carregava. Muitos foram os pontos de interrogação que saltavam a cada passada. Cada recordação que me subia à memória proporcionava uma lágrima salgada que descia o meu rosto, e assim o mar ia enchendo...
Sentei-me mais adiante num rochedo que o mar tinha trazido para mim, sentei-me, e os momentos de nostalgia seguiram-se uns atrás dos outros.
Momentos passados, momentos acabados e outros ainda que não sei se chegaram a ter um fim. Pontas soltas andam à volta na minha cabeça e, enquanto isso pensava eu:

“Mas porquê?
Elas andam a tentar voar contra o vento forte,
E nunca desistem,
Mesmo sabendo que pode ser impossível,
E eu, eu aqui neste súbdito momento de solidão e desalento...”.

Nesta altura gostava de ser gaivota para ter aquela força... E no fundo ter asas. Não me basta voar em sonhos, quero voar mais alto, ver o Mundo de outro ponto, e de lá de cima ter a perceção de que somos todos iguais, ninguém é maior que ninguém nem mais que o outro.
O dia já está a acabar e as emoções que ele me trás são as que a noite me leva.
 
Pegadas, levam-nas o mar,
Palavras levam-nas o vento,
E sonhos, esses... Levam-nos o tempo!