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domingo, 21 de agosto de 2011

Na base do amor

Não importa se faz sol ou se cai chuva em pleno mês de agosto. O importante é contemplar o mar coberto de ondas inconstantes e cruzar essa maravilha com o teu olhar que faz bater mais forte o meu coração. É uma questão de minutos, e até segundos, momentos que valem por si, e que só têm o valor que têm por serem vividos por dois corações apaixonados e unidos.
Vimos o sol se pôr e o sol nascer, e também a lua nos presenciou naquelas noites frescas de verão, e a cada dia que passava o nosso sentimento crescia mais e mais.
Foi nas areias daquela praia que tudo começou, mesmo sem darmos conta do que se estava ali a formar.


O meu coração está quente
Lá vive o teu amor
Por mais que eu tente
Não vivo sem o teu calor

Nas horas de saudade
Percorro na memória
Momentos da nossa felicidade
Que os marco em tom de glória

Já podíamos escrever um conto, mas prefiro deixar tudo em aberto com hipóteses de se vir a tornar num livro, portanto deixo em cada noite o meu pensamento com um seguimento de reticências, sempre à espera que a tua felicidade contínue a aquecer o meu coração, só assim sou feliz!



segunda-feira, 2 de maio de 2011

Deixa

Deixa o vento soprar e sussurrar-te ao ouvido a verdade do nosso amor.
Deixa o vento passar no teu cabelo e embalar-te nos meus braços.
Deixa o vento trazer até mim o teu cheiro, a tua pele, o teu beijo.
Deixa-me ser teu, nem que seja por uma noite. Nesta linda noite, de céu limpo e estrelas cintilantes acompanhadas de uma lua nova como testemunha da nossa paixão.
Deixa-me cantar em teu nome, percorrer as ruas com a tua mão na minha sobre as árvores daquela longa avenida.
Deixa durar a noite, sem esperar o nascer do sol, contemplando a maravilha do meu olhar cruzando o teu.
Deixa ferver o coração no pensamento da paixão, deixando escapar um sorriso por entre as emoções despertadas.
Deixa tocar o sino da igreja e ao bater de cada badalada, sente cada pulsação.
Acabada a noite, deixa o sol nascer e presentear-nos com aquela luz que só ele sabe, aqueles raios quentes de uma madrugada primaveril que chegam para iluminar a tua bela cara, fazendo realçar o brilho dos teus olhos.
Deixa-me ser o teu guardião da noite e o teu anjo do dia.
Deixa correr a vida!
Deixa guiar-te pelo vento e avançar no seu percurso, sem olhar para o que já foi pisado, deixa!
Façamos um brinde à vida, e promete-me, deixa a felicidade entrar, o amor vingar!


sábado, 1 de janeiro de 2011

Cada raio, cada emoção despertada!

Hoje vi o nascer do sol!
Ai, que coisa linda, é ver a noite transformar-se em dia assim como se fosse um truque de magia. E sim, foi mágico! Durante todos aqueles segundos que antecipavam a chegada daquela enorme bola de fogo que traz tanta alegria quando brilha para todos, pensei em tudo, tudo o que este ano que passou me deu. Foram flashes e flashes seguidos de memórias das quais jamais quero esquecer, todas elas me fizerem ser o que sou hoje. Coisas boas e coisas más, é certo, mas todas elas foram importantes para seguir a minha rota. E hoje sou feliz!
Cada raio de sol que iluminava a minha face, gerava mais um sorriso, mais uma emoção, uma lágrima ou uma recordação de momentos únicos e inesquecíveis que marcaram este ano.
Foi então que de um instante para o outro as nuvens se abriram em cima de mim. Vi um céu azul, e a noite já lá ia bem ao fundo enquanto o sol me saudava com aqueles raios mornos de uma manhã de inverno.
O sol quando nasce, nasce para todos, e hoje nasceu para mim, e eu estava ali para ele. Foi mágico, não me importa que não percebam, mas é nas coisas mais simples que se encontra a verdadeira beleza.
Depois daquele espetáculo natural ao qual assisti, fui descansar o sono por uns momentos, mais feliz que nunca, mais iluminado que nunca.
Deste ano que já entrou, só espero continuar a ser quem sou e ser para os outros o que eles já se habituaram.
É com um enorme sorriso na cara que começo este ano, e duvido que alguém o consiga derrubar, sinto-me tão forte!
Só faltava mesmo o sol descer lá de cima para me beijar!


sábado, 18 de dezembro de 2010

Voar

Vagueando à sorte pelas areias daquela praia, acompanhados por uma brisa fresca, um sol escondido entre as nuvens já cinza, e um mar inconstante coberto de ondas suaves.
Tudo está perante os nossos olhos, mas não é só isso que vemos. Juntos conseguimos ver muito mais, sentir muito mais, e conhecer muito mais. Aprender a ser felizes, aprender que na vida há momentos perfeitos e que enquanto sozinhos naquela praia, o Mundo era só nosso, nem que fosse por um bocado.
Foi naquela tarde de outono, que unimos toda a nossa força e todo o nosso amor. Foi como o alinhar das estrelas que vistas de baixo formavam um coração.
Estávamos tão fortes que ninguém podia destruir aquele momento de felicidade.
Ficamos a olhar o mar e a descobrir a beleza nas coisas mais simples, mesmo uma gaivota que rasava a sua asa na franja da onda ou aquele deserto de areia que a praia exibia...
Tudo o que sonhei está aqui, embora às vezes nem acredite, mas a verdade é que neste filme somos só nos dois, e dele, fazemos o que quisermos, está tudo nas nossas mãos. A felicidade, a magia, o romance, a comédia, a tristeza, e todos esses sentimentos que nós conhecemos por uma simples palavra que nos une: AMOR.

Hoje voámos!
Voámos na onda de um beijo!
E ficou a promessa de que voltaríamos aquela praia!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Memórias

Hoje sento-me na cadeira para te escrever. Tudo está diferente, já nada respira como dantes. Os sentimentos explodem a cada virar da esquina, o sorriso esboça e a lágrima cai.
O coração de um jovem adolescente que parte à descoberta, compara-se a uma montanha russa. Nunca esta no mesmo sítio, não pertence a um só lugar. Tão depressa está no seu ponto mais alto de felicidade como bate bem no fundo.
Sem ti aqui o tempo não passa, o meu corpo não se sente e nada parece estar certo. Nada faz sentido...
Tudo o que passámos foi único, inesquecível e nada o apagará. Agora restam as recordações, que me deixam neste estado de nostalgia e saudade. Um turbilhão de sentimentos invade-me, e apenas os meus olhos se manifestam, deixando molhado o meu rosto.
Relembrar momentos passados é bom, tê-los vivido contigo foi ainda melhor, mas só agora percebo toda a nossa força, união e cumplicidade, éramos como um só! Não existia mais nada quando o teu olhar cruzava o meu ou mesmo quando as palavras eram substituídas por afetos e emoções.
Ai vida! Porque é que não é tudo tão mais fácil e mais justo, mais autêntico e menos complexo, porquê?
Perguntas que, com a aprendizagem de vida irei ter as respostas. Não desespero por elas, apenas vivo na esperança e na expectativa de as obter, e é isso que me motiva dia após dia, o conhecimento, as vivências, o Mundo...


domingo, 7 de novembro de 2010

Ponto de Partida

O vento soprava forte, enquanto eu descia a avenida em direção à discoteca, onde me esperava mais uma noite de loucuras.
Ao passar pela “Rua da Imaginação”, deparo-me contigo. Estavas num banco de jardim com um ar triste. Fiquei sem saber o que fazer, se seguir para a noite alucinante que me esperava, ou finalmente ganhar coragem para me aproximar de ti.
Nunca falámos, é certo, mas os nossos olhos já viveram mais que nós. Não éramos estranhos um do outro, mas será que era o momento certo para falarmos? (Ao olhar para aquela dança de estrelas que o céu exibia, tive a certeza que era o momento certo).
Comecei a caminhar até chegar a ti, foi então que a boca me traíra e o olhar não desviava…
Estático, era como me encontrava, ficámos num frente a frente, nenhum de nós avançava, éramos como o espelho um do outro. Via-me em ti, embora os teus olhos tivessem brilhantes devido à tristeza que carregavas contigo, mas que depressa a queria acalmar.
Lá começou o diálogo, de uma forma bastante estranha, mas o importante é que começou.
Após um contacto tão forte com o teu corpo, foram feitas as apresentações que, de certa forma já estavam mais que feitas. Mas assim foi mais fácil para começarmos a nossa possível grande amizade.
A hora já ia bem avançada, mas os temas foram surgindo uns atrás dos outros, como todos aqueles sorrisos que compartilhávamos. Parecia tudo tão mágico.

Estávamos sintonizados com o brilho da lua
Enquadrados olhos nos olhos
Tomando o tempo como uma variável sem fim.

Esqueci a noite alucinante, e troquei-a por uma noite linda que brilhava ainda mais a cada sorriso teu.
A Lua já se despedia e o Sol bom dia dizia. Nunca uma conversa tinha durado tanto tempo, e nós nem demos por ele…
Cada vez inventávamos mais assuntos para que não surgisse a ideia de nos “despedirmos”, se bem que isso seria apenas um curto “até já”. Queria ficar ali contigo até o mundo acabar, para poder dizer que vivi os melhores momentos da minha vida… Mas lá chegou a hora. Despedimo-nos, demos um abraço tão forte e caloroso, daqueles que se dá quando está um dia frio de Inverno. Ficámos ali alguns minutos agarrados, parecia cola daquela que, quando entra em contacto não descola. Foi tudo tão especial, cada minuto, cada segundo, cada momento que passámos, e que vivemo-lo como se fossemos um só.
Chegou a hora e lá íamos nós a caminhar em sentidos opostos, mas com um pensamento em comum, e sempre a olhar para o que já foi pisado… Aparece a primeira curva e, deixei de te ver. A saudade começou, o sentimento cresceu e naquela noite a minha vida mudou…